Thursday, May 31, 2007

Quando eu crescer

É tudo uma questão de tempo
Tic, tac, traque de massa
Na janela passa a vida
Já nela, tudo passa

Espera só quando eu crescer
E puder atravessar a rua
Arruaças de um moleque grande
E por onde quer que eu ande
Minha alma estará nua

Corre aqui e me conta um segredo
Cruzo o dedo atras das costas
Mas se jura que me gostas
Te prometo não ter medo

Espera ver quando eu for grande
Te carrego no meu colo
Colarinho e pescoço
A menina com seu moço
A semente no seu solo

Ah! Se eu não fosse tão guri
Subiria lá no alto
Me bastava um simples salto
Te trazia até aqui

Espera só escurecer
E o barulho ficar mudo
Vou dormir e te encontrar
Pelo menos, sei que lá
Não serei mais tão miúdo

3 comments:

coletora de memórias said...

Pilhacinho nunca muda. Sempre pintado e cantado.

a dama da livre poesia said...

lindo poema!

Tati Santos said...

Tu será sempre miúdo aos olhos que olham superficialmente...mas tu é grande...muito graúdo seu moço!
hahahaha...
Não te conheço bem mas sei,é só enxergar o que emana de dentro!
O que escreve...a forma que canta.
Muita verdade...muita grandeza!
rsrsrs...beijos!