Wednesday, July 11, 2007

Lavoura triste




De longe via a prantação
ou o que restou dela
a cabeça escorada na janela
olhei pra riba em busca de oração
Onde anda o colorido?
Por que tem que ser sofrido?
Pra quem foi que eu disse não?

Nada explica essa seca marvada
O dia que queima a alma ardida
A noite que chega, escura e gelada
Quero de vorta minhas pranta
Nem que seja uma gota
escorrendo na garganta
mas num leve a esperança
ja levou minha mulé, minha mãe
minhas criança
Por que é que me deixou?

Por que é que num matou
Esse pobre infeliz que ja nem sabe
como uma boca vira sorriso
So me diz o que eu preciso
pra ter de volta minha paz
Vai, me diz como é que faz
Arresorve esse mal
Faz nascer um pé-de-coisa
no fundo do meu quintal
Uma foia esverdeada
Pra quem ja nao tem mais nada
uma muda, muda o final.

1 comment:

Camila Lemos Barata said...

Vim aqui cobrar novos poemas!rs